Grande parte do material aqui postado têm sido enviados por colegas e amigos, em especial o Gildo Motta Soares e o Nídio Antônio Barni. E eu, Luiz Alberto Mairesse, vivo buscando material. Faça o mesmo: envie arquivos. Este é um trabalho voluntário. mairesse@terra.com.br
Esta é demais. O que pensar de uma menina de 5 anos, que toca como um músico profissional? E de um menino de 6 anos, trompetista? Só assistindo
O homem medíocre (em espanhol), de Josè Ingenieros - Uma das mais fabulosas obras que incentiva o cultivo de um ideal. Não se sabe porque razão nunca mais apareceram novas edições. Ou se sabe? Não será porque a maioria das pessoas se deixou levar pelo consumismo, perdendo o interesse por questões que envolvem a criatividade do espírito perfectível dos seres humanos?
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece.
As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.Para começar, o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense. Pra falar a verdade, acho que a proporção de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto, falta uma identidade com a terra.Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, (e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro) ou a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo.
Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena (Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados. Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.Outro detalhe: americanos entram à hora que quiserem. Se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem- se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerd com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas, pasme, se você quiser montar uma empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí, camu-camu etc., medicinais ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: Os americanos vão acabar tomando a Amazônia. E em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivo de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático). Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.Pergunto inocentemente às pessoas: porque os americanos querem tanto proteger os índios ? A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animal e vegetal, da abundância de água, são extremamente ricas em ouro - encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEOParece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa.É, pessoal... saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.Será que podemos fazer alguma coisa???Acho que sim.Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.Mara Silvia Alexandre CostaDepto de Biologia Cel. Mol. Bioag.Patog. FMRP - USPOpinião pessoal:Gostaria que você que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.Afinal foi num momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra.
Conto com sua participação, no envio deste e-mail.Celso Luiz Borges de OliveiraDoutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP
As sábias respostas das crianças
Postado em 22 de maio de 2010 (recebido de Gildo M. Soares) CRIANÇAS...
O autor e conferencista Leo Buscaglia certa ocasião falou de um concurso em que tinha sido convidado como jurado.
O objetivo era escolher a criança mais cuidadosa.
Eis alguns dos vencedores:
1. Um garoto de 4 anos tinha um vizinho idoso ao lado, cuja esposa havia falecido recentemente.
Ao vê-lo chorar, o menino foi para o quintal dele, e simplesmente sentou-se em seu colo.
Quando a mãe perguntou a ele o que havia dito ao velhinho, ele respondeu:
- Nada. Só o ajudei a chorar.
2. Os alunos da professora de primeira série Debbie Moon estavam examinando uma foto de família.
Uma das crianças da foto tinha os cabelos de cor bem diferente dos demais. Alguém logo sugeriu que essa criança tivesse sido adotada.
Logo uma menina falou:
- Sei tudo sobre adoção, porque eu fui adotada.
Logo outro aluno perguntou-lhe:
- O que significa "ser adotado"?
- Significa - disse a menina - que você cresceu no coração de sua mãe, e não na barriga!
3. Sempre que estou decepcionado com meu lugar na vida, eu paro e penso no pequeno Jamie Scott.
Jamie estava disputando um papel na peça da escola. Sua mãe me disse que tinha procurado preparar seu coração, mas ela temia que ele não fosse escolhido.
No dia em que os papéis foram escolhidos, eu fui com ela para buscá-lo na escola. Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhando de orgulho e emoção:
- Adivinha o quê, mãe!
E disse aquelas palavras que continuariam a ser uma lição para mim:
- Eu fui escolhido para bater palmas e espalhar a alegria!
4. Conta uma testemunha ocular de Nova York :
Num frio dia de dezembro, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de 10 anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos, olhando a vitrina e tremendo de frio.
Uma senhora se aproximou do rapaz e disse:
- Você está com pensamento tão profundo, olhando essa vitrina!
- Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos - respondeu o garoto...
A senhora tomou-o pela mão, entrou na loja e pediu ao atendente para dar meia duzia de pares de meias para o menino. Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha. O balconista rapidamente atendeu-a e ela levou o garoto para a parte detrás da loja e, tirando as luvas, se ajoelhou e lavou seus pés pequenos e secou-os com a toalha.
Nesse meio tempo, o empregado havia trazido as meias. Calçando-as nos pés do garoto, ela também comprou-lhe um par de sapatos.
Ela amarrou os outros pares de meias e entregou-lhe. Deu um tapinha carinhoso em sua cabeça e disse:
- Sem dúvida, vai ser mais confortável agora.
Como ela logo se virou para ir, o garoto segurou-lhe a mão, olhou seu rosto diretamente, com lágrimas nos olhos e perguntou:
- Você é a mulher de Deus?
A vida é curta, quebre regras, perdoe rapidamente, beije lentamente, ame de verdade, ria descontrolavelmente, e nunca pare de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. E lembre-se que não há prazer sem riscos. A vida pode não ser a festa que esperávamos, mas uma vez que estamos aqui, temos que comemorar!!! Aprecie...
sábado, 19 de dezembro de 2009
Um soco no estomago do mesquinho espirito natalino burguês.
Antonio Cavalcante Filho
"Como pode não ser um embusteiro aquele que Ensina os famintos outras coisas Que não a maneira de abolir a fome?..." (Bertolt Brecht )
Da caridade burguesa:
por Zé Ningém
E então é natal, a festa cristã... Quem ainda se lembra disso? Com exceção de alguns crentes fanáticos e velhas carolas, quase ninguém. Como lembrar-se de que nessa data se comemora o nascimento do hippie de Nazaré, em meio a tantas cores, luzes, anúncios, bugigangas e ideologias descartáveis? O outro barbudo, de uniforme da Coca-cola, ofuscou o nazareno. Também, pudera, o Papai Noel é muito mais lucrativo, a ideologia que o sustenta não sofre dessas fragmentações as quais foi submetido o cristianismo. O capitalismo é universal.
Então, porquê ainda mencionar o cristianismo, mais de cem anos após Nietzsche ter anunciado a morte de Deus? Não ganharíamos mais atacando outros aspectos de nossa querida, cultura, ocidental?
Não. Acredito que atirar mais algumas pedras na cruz, além de fornecer sempre boas piadas, ainda tem algum sentido. Deus morreu, mas seu cadáver continua em putrefação sobre a terra, invadindo com seu fedor narinas e mentes. Além daquelas poucas pessoas para as quais as religiões ainda tem alguma importância prática em suas vidas, podemos encontrar ecos cristãos espalhados por todo o tecido social. 2000 anos de cristandade deixaram marcas profundas na moral, hábitos e costumes, ainda que a moral do D-M-D?, dinheiro que faz dinheiro, tenha suplantado todas as outras. Não é raro encontrar ateus mais cristãos do que os padres da idade média. E não podemos esquecer também que o espetáculo recupera, requenta e se apropria de qualquer idéia, figura ou ideologia, para seus próprios fins (a reprodução ampliada do capital). Em tempos de crise geral do capital, qualquer coisa pode e deve ser valorizada. Um bom exemplo do que afirmo pode ser encontrado no crescimento vertiginoso de seitas empresariais do tipo Igreja Universal. Poderia citar aqui inúmeras práticas, preconceitos, coações e ditos populares que também atestariam o que acabo de dizer. Porém, o que nos interessa aqui, é uma das prescrições morais do cristianismo que sempre foi muito valorizada pela classe que matou Deus: a caridade.
Há algumas décadas, pelo menos, podemos observar, todo natal, uma enxurrada de campanhas que tem a caridade como foco principal. Além do Natal sem fome, do adote uma criança no natal, igrejas empresas e governo empreendem diversas ações que visam dar aos pobres um natal sem fome, com brinquedos e alegria. A primeira pergunta a ser feita é essa: Só existe fome no natal? Bem, alguém poderia objetar que é melhor que seja assim, pois caso contrário muitos teriam um natal ainda mais miserável. Mas, permanece a pergunta: porque justo no natal?
Algumas respostas podem ser buscadas em uma rápida análise do que é o natal hoje. E não há como fazer muitos rodeios para a resposta: o natal hoje é a orgia desenfreada do consumismo. É a época em que o Papai Noel traz bilhões em seu saco para os empresários que se comportaram bem durante o ano. Somos bombardeados por promoções, prazos, e pseudo-novidades. É quase sacrilégio não comprar alguma coisa no natal. E no meio de tanta abundancia, tanta alegria, o que fazer com aqueles que não podem adentrar os templos do consumo e comungar o pão e o vinho do espetáculo? A visão de uma criança pobre, esperando o Papai Noel que nunca chegará, comove até os corações mais duros. O natal é a época do ano em que, talvez, as contradições do capitalismo aflorem de modo mais nítido. Então, é também uma época potencialmente explosiva. Com a caridade, mata-se tres coelhos com uma só paulada: aquieta os nobres corações burgueses e de classe média, que se sentem as melhores pessoas do mundo quando doam um brinquedo velho que seus filhos rejeitaram; fornecem o espetáculo da solidariedade que faz parecer que, afinal, ainda existem bons sentimentos nessa sociedade do dinheiro; e ainda acalma um pouco os ânimos daqueles que não podem participar da orgia consumista.
Para mim, a própria compaixão já é uma doença cristã abominável. Tal sentimento, que, ao contrário do que o cristianismo sempre pregou, é um sentimento intrinsecamente egoísta, só pode existir numa organização social que esteja dividida em castas ou classes. Em que alguns poucos senhores dominem uma massa de escravos dignos de pena. A burguesia ainda conseguiu piorar bastante essa herança cristã, transformando-a em caridade e filantropia. Ao mesmo tempo em que garante a coesão social com essas práticas, ainda consegue vender mais algumas mercadorias, colocando nelas estes belos rótulos. O que defendo aqui não é o fim da ajuda mútua entre os seres humanos. Tal ajuda, quando é natural e sincera, só pode favorecer a vida. Só que nenhuma prescrição moral pode estabelece-la. Ela só existe quando um ser humano consegue reconhecer-se em outro, e reconhecer o outro em si. Tal estado, numa sociedade de atomizados, é residual. E se torna totalmente mentiroso quando é reduzido a uma redistribuição reduzida de mercadorias num único dia ou semana.
Nosso tempo exige que as palavras sejam reconduzidas a seu real significado. Compaixão, solidariedade, caridade: Egoísmo, hipocrisia, dissimulação.
Você sabe o que quer dizer peripatético? E quando você não sabe o que significa uma palavra o que faz: pergunta para quem sabe, consulta o dicionário, finge que sabe?
A maioria de nós, quase sempre, opta pela terceira forma: finge que sabe, fala como quem sabe, mas não pergunta, nem se informa.
Afinal, ninguém deseja que o outro descubra que ele não sabe.
Numa reunião de treinadores voluntários em uma empresa, discutia-se a melhor fórmula de ministrar um curso para 200 funcionários.
Depois de uma explosão de idéias, alguém propôs que se utilizasse um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.
Nesse instante, o professor do grupo que, até então, se mantivera calado, fez a observação:
Jesus era peripatético.
Um silêncio constrangedor, uma troca de olhares entre os participantes se fez de imediato.
Antes que alguém pudesse dizer algo, o professor foi chamado para atender um pedido do Departamento de Recursos Humanos.
Mal ele saiu da sala, as manifestações se fizeram:
Que comentário de mau gosto! - disse um.
De absoluta falta de respeito! - falou outro.
Alguém argumentou que talvez o professor tivesse suas razões. Talvez ele fosse ateu e não quisesse misturar religião com treinamento.
Mas devia respeitar a religiosidade dos outros! - vociferou alguém.
Durante dez minutos, cheios de fúria, os componentes do grupo malharam o professor.
Quando ele retornou, olhares hostis o receberam. Contudo, ele estava tão bem que foi logo dizendo:
Então, acredito que tenhamos resolvido como fazer o treinamento.
Separamos os funcionários em grupos de 20 e cada um de vocês vai fazer a apresentação mais de uma vez.
Alguém ousou falar:
Professor, veja bem, esse negócio de peripatético...
É isso mesmo, completou ele. Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos.
Jesus foi o Mestre dos mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico...
Mas que cara é essa? Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando."
Todos se entreolharam, corados de vergonha. Nenhum deles sabia o significado da palavra.
Encolhidos, se deram conta que seu orgulho era maior do que a vontade de aprender. Aprender para ensinar.
Teria sido suficiente um deles ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra. Os demais concordariam e tudo se resolveria com uma simples consulta ao dicionário.
Pense nisso.
O fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa não transforma o falso em verdadeiro.
Informe-se.
Nunca se esquive do aprendizado, não tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar.
E pesquise, leia, nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento.
E, finalmente, lembre: a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.
Pense de que lado você prefere ficar. por Max Gehringer